Pesquisa da UFMG mostra que é possível acabar com as barragens transformando rejeitos de minério em casas e estradas
O Brasil conheceu, de forma assustadora, no deslizamento das
barragens em Mariana e Brumadinho, o potencial de destruição do acúmulo
do rejeito de minério de ferro. Poucos sabem também que esse rejeito
pode ser reciclado. Pesquisadores da Escola de Engenharia da UFMG
detêm a tecnologia para transformar rejeitos e estéreis de minerações
de ferro, bauxita, fosfato e calcário em produtos como cimento para
construção de blocos, vigas, passeios, estradas, areia que pode
alimentar a indústria de vidros e de chips de computador e pigmentos,
para a produção de tintas.
Diversas pesquisas foram realizadas no Laboratório de Geotecnologias e Geomateriais do Centro de Produção Sustentável da UFMG, em Pedro Leopoldo (MG), em conjunto com empresas brasileiras, universidades federais, instituições internacionais e com apoio da Fapemig e do BDMG. A unidade conta com planta-piloto de calcinação flash (queima controlada), automatizada, com capacidade de produção de 200 kg/hora.
A calcinação flash (CF) é tecnologia de ponta que possibilita
calcinar microparticulados, o que é impossível nos fornos convencionais.
Essa propriedade da CF possibilita transformar alguns compostos
mineralógicos das matérias-primas como rochas estéreis e rejeitos de
tratamento em ligantes de alta resistência que geram, por exemplo,
ecocimento.
Com tecnologia desenvolvida em Minas Gerais, os rejeitos da exploração de minério de ferro da Samarco, que vazaram da Barragem do Fundão, em Mariana, teriam sido suficientes para a produção de base e sub-base de 3.500km de estradas. O material também poderia ser usado na construção de 120 vilas com 200 casas de 46m². Saiba mais detalhes aqui.
Mais do que mostrar um outro lado da dimensão da tragédia, o cálculo expressa o esforço dos pesquisadores do Centro de Produção Sustentável da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Pedro Leopoldo, na Grande Belo Horizonte, responsáveis pelo projeto que tornou realidade, em 2015, a destinação de misturas argilosas e arenosas à construção civil.
A tecnologia está disponível desde 2015 mas mineradoras como a Samarco/Vale não a utilizaram para acabar de vez com suas barragens. Quantas mortes e desastres ambientais causadas por rompimentos de barragens em Minas Gerais precisam acontecer para que as mineradoras e os órgãos públicos tomem uma providência definitiva? O desastre de Brumadinho poderia ter sido evitado mas e agora?
Diversas pesquisas foram realizadas no Laboratório de Geotecnologias e Geomateriais do Centro de Produção Sustentável da UFMG, em Pedro Leopoldo (MG), em conjunto com empresas brasileiras, universidades federais, instituições internacionais e com apoio da Fapemig e do BDMG. A unidade conta com planta-piloto de calcinação flash (queima controlada), automatizada, com capacidade de produção de 200 kg/hora.
Com tecnologia desenvolvida em Minas Gerais, os rejeitos da exploração de minério de ferro da Samarco, que vazaram da Barragem do Fundão, em Mariana, teriam sido suficientes para a produção de base e sub-base de 3.500km de estradas. O material também poderia ser usado na construção de 120 vilas com 200 casas de 46m². Saiba mais detalhes aqui.
Mais do que mostrar um outro lado da dimensão da tragédia, o cálculo expressa o esforço dos pesquisadores do Centro de Produção Sustentável da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Pedro Leopoldo, na Grande Belo Horizonte, responsáveis pelo projeto que tornou realidade, em 2015, a destinação de misturas argilosas e arenosas à construção civil.
A tecnologia está disponível desde 2015 mas mineradoras como a Samarco/Vale não a utilizaram para acabar de vez com suas barragens. Quantas mortes e desastres ambientais causadas por rompimentos de barragens em Minas Gerais precisam acontecer para que as mineradoras e os órgãos públicos tomem uma providência definitiva? O desastre de Brumadinho poderia ter sido evitado mas e agora?


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